Archive for dezembro, 2010

Água Boricada – Cuidado com seus olhos

Cuidado com o uso de Água Boricada em seus Olhos.

1. Água boricada é uma solucao de ÁCIDO BÓRICO (solução comumentemente utilizada EM CONCENTRAÇÕES BAIXAS como solução para manter um colírio sem contaminação).

2. Pode causar intoxicação na pele (forma mais comum de intoxicação por água boricada).

3. Pode causar reações alérgicas na pele.

4. Entidades que controlam as medicações no mercado americano (Food and Drug Administration-FDA) julgam questionável o uso tópico de ácido bórico como agente fungicida e anti-septica ocular.

5. Água boricada NÃO esteriliza a lente de contato

6. O frasco contendo a água boricada pode FACILMENTE CONTAMINAR-SE com os mais diversos microorganismos em menos de 48 horas tanto em ambientes domiciliares como hospitalares.

7. Frascos já abertos e compartilhados entre várias pessoas, podem aumentar os riscos de contaminação do frasco.

8. Conseqüências da contaminação do frasco podem causar lesões IRREVERSÍVEIS nos olhos.

9. A manipulação de água boricada a 3% (como é vendida nas farmácias) é isenta de registro no Ministério da Saúde. O que torna a esterilização e concentração do produto, pouco confiável.

10. Existem diversos colírios, específicos para os mais variados tratamentos e podem resolver seu problema ocular ao invés de água boricada. Procure seu oftalmologista, relate seus sintomas e ele saberá indicar o mais adequado à você.

Dr. Richard Hida
Médico Oftalmologista

ORIGEM: http://publico.soblec.com.br

Feridas cutâneas cuidados

DEFINIÇÃO E RISCOS

Para se definir se uma ferida é ligeira e não necessita de uma intervenção médica específica, deve ter-se em conta vários factores, como por exemplo a sua extensão, já que, para ser pequena, a ferida não deve ultrapassar o tamanho da palma da mão. Um outro factor corresponde à profundidade. Apenas se pode considerar ligeira uma ferida que não ultrapasse a pele, como por exemplo, uma escoriação que provoque a desunião das camadas externas, um corte superficial cuja hemorragia pare espontaneamente ou possa ser travada através de uma simples compressão da zona. É igualmente importante a localização da lesão, já que não pode considerar-se sem importância, por exemplo, uma ferida muito próxima de um orifício natural. Por último, um outro factor relevante é a sujidade. Uma ferida muito contaminada, ou seja, uma ferida em que, após uma primeira limpeza, ainda apresente restos de terra ou pequenas pedras, nunca pode ser considerada inofensiva. Por outro lado, em caso de cortes, considera-se que as feridas cujas extremidades apresentam irregularidades, se encon- tram deterioradas ou permaneçam separadas necessitam sempre de intervenção médica, na medida em que é necessário eliminar os tecidos muito danificados e eventualmente efectuar uma sutura de modo a facilitar a sua cicatrização.

Dado que a evolução natural de qualquer ferida cutânea corresponde à sua reparação espontânea. Caso se trate de uma ferida ligeira, ao fim de uma semana a lesão já estará cicatrizada e a pele da zona terá a mesma resistência que tinha antes do acidente. Embora possa permanecer uma marca ou cicatriz, quando a ferida é ligeira, a marca será sempre pequena.

O principal perigo corresponde à sua infecção, já que todas as feridas podem constituir uma porta de entrada para microorganismos que, caso encontrem as condições propícias, podem aglomerar-se, danificar os tecidos locais ou difundirem-se através da circulação a outros pontos do organismo, constituindo um perigo evidente que apenas pode ser prevenido através do cuidadoso tratamento da lesão.

PRIMEIROS SOCORROS

Todas as feridas, por mais pequenas que sejam, necessitam de ser devidamente limpas e desinfectadas. É necessário eliminar toda a sujidade e agir eficazmente contra os microorganismos eventualmente presentes na lesão de modo a evitar uma infecção e possibilitar o normal desenvolvimento do processo de reparação espontânea.

Em primeiro lugar, é preciso examinar a ferida, desviando a roupa se for necessário (1), de modo a avaliar a sua gravidade, dado que se parecer muito profunda, se for muito extensa, se se localizar numa zona delicada ou se sangrar abundantemente e a hemorragia não puder ser travada com métodos simples, deve optar-se por consultar um médico. De facto, só se deve solucionar o problema com métodos caseiros, quando não existir qualquer dúvida de que se trata de uma ferida ligeira.

Limpeza da ferida. Este é, obrigatoriamente, o primeiro passo, já que se deve sempre considerar que as feridas podem estar sujas e contaminadas. Quem tentar ajudar a vítima deve lavar bem as mãos com água e sabão azul e branco para não aumentar a contaminação (2). A correcta limpeza da ferida compreende dois passos. Em primeiro lugar, deve-se colocar a parte afectada debaixo de um jacto de água da torneira ou utilizar soro fisiológico, algo que se deve sempre ter na nossa farmácia (3). Depois, deve-se efectuar uma limpeza mais cuidadosa com uma gaze humedecida, molhada com sabonete neutro, que deve ser passada desde o centro da ferida até à periferia de modo a arrastar toda a sujidade (4). Depois deve-se efectuar uma passagem por água abundante ou soro fisiológico de modo a eliminar o resto do sabonete (5) e, por fim, secar cuidadosamente a ferida com uma nova gaze (6).

Desinfecção da ferida. Após a limpeza da ferida, é necessário proceder à aplicação de um anti-séptico que assegure a eliminação de microorganismos que possam provocar uma infecção. Este procedimento necessita de dois elementos que devem estar sempre presentes em qualquer farmácia: gazes esterilizadas e um antiséptico líquido. Nestes casos, não convém utilizar algodão, pois podem libertar -se alguns filamentos, cuja presença na ferida poderia dificultar a sua cura. Para além disso, não se devem utilizar anti-sépticos sob a forma de pomadas, pois amolecem a pele e não favorecem a cura da ferida, nem em pó, porque formam coágulos que também perturbam a evolução natural da lesão. Por isso, deve-se empapar uma gaze esterilizada no anti-séptico líquido e passá-la sobre a ferida e à sua volta (7).

Cuidados posteriores. Após a aplicação do anti-séptico, convém deixar a ferida ao ar livre de modo a facilitar a sua cicatrização. De qualquer forma, deve-se optar por revestir a lesão caso esta esteja numa zona muito exposta e exista um evidente risco de se sujar ou quando a sua localização a expõe a determinados atritos. Para se revestir a ferida, basta colocar uma gaze esterilizada, sobre a lesão, (8) fixada com um penso hipoalergénico ou com uma ligadura suave (9).

Enquanto não se comprovar a cura total da lesão, convém observar a sua evolução diária para detectar se aparecem sinais de infecção como vermelhidão, tumefacção, pus e dor, o que, a confirmar-se, exige uma imediata consulta médica. Caso contrário, deve-se proceder a uma nova aplicação de anti-séptico. Caso se forme uma crosta, não se deve arrancá-la já que sua presença é muito útil para prevenir uma contaminação. Ela acabará por cair de forma espontânea ao fim de alguns dias, quando a pele subjacente já tiver sido renovada.

ORIGEM: http://www.medipedia.pt